| Desrespeito à faixa ainda é regra |
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Prefeitura da Capital reforça a campanha para difundir o gesto feito com a mão que pode aumentar a segurança no trânsito No dia em que foi lançada a segunda etapa da campanha pelo respeito às faixas de segurança na Capital, ontem, Zero Hora foi às ruas para verificar como anda o comportamento dos porto-alegrenses.
E constatou que o desrespeito à sinalização ainda é regra, tanto para motoristas quanto entre pedestres. Ao percorrer seis diferentes pontos durante duas horas no início da tarde, a reportagem verificou que, em apenas um deles, a maioria dos veículos parava para permitir a passagem de quem estava a pé. Embora os pedestres observados admitissem conhecer o novo sinal de trânsito, nenhum deles recorreu ao gesto do braço estendido para tentar atravessar. Em vez disso, as cenas mais corriqueiras incluíam pedestres atravessando fora da faixa e motoristas acelerando nas proximidades das listas brancas horizontais. Para transformar o cenário, a prefeitura investe em uma nova ofensiva para a campanha, lançada há seis meses. Ontem, 500 alunos da rede municipal participaram de uma atividade educativa no Ginásio Tesourinha. Além de um teatro sobre o novo sinal, assistiram a uma apresentação ao vivo do jingle da campanha, com os músicos Carlinhos Carneiro, da banda Bidê ou Balde, Rafael Machado, da Chimarruts, e a cantora Adriana Deffenti. A partir de hoje, começam os novos comerciais na TV e nas emissoras de rádio da Capital, com imagens de personalidades gaúchas que aderiram ao novo sinal de trânsito. Entre eles, os jogadores Victor, do Grêmio, e Guiñazu, do Inter, que já apareciam na campanha anterior, e a distribuição de 200 mil adesivos. Apesar de admitir que é difícil mudar uma cultura no trânsito, o prefeito José Fogaça acredita nos resultados da iniciativa. – A campanha não deu uma baixada, o que acontece é que paramos um tempo os comerciais na TV porque não temos tantos recursos. Os motoristas estão se conscientizando, mas também há pedestres que ainda se constrangem de botar o braço. Estamos em transição – analisa. Fonte: Jornal Zero Hora, 04 de março de 2010 |





