| Le Cirque é condenado por maus-tratos a animais |
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Juiz Esdras Neves, da 6ª Vara de Fazenda Pública, aplicou pena de até três
Adriana Bernardes Publicação: 25/12/2009 09:39
Os representantes do Le Cirque foram condenados por crimes de maus-tratos aos animais que mantinham em cativeiro. A sentença é do juiz Esdras Neves, da 6ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. Na decisão, Neves disse que “os réus, em conduta humanamente reprovável, não asseguravam aos animais apreendidos condições de sobrevivência digna, racionando até mesmo o acesso à água”. O Le Cirque esteve em Brasília entre 29 de julho e 12 de agosto do ano passado.
O juiz desmembrou as responsabilidades da empresa Amália Griselda Rios de Stevanovich e filhos Ltda. — ME, e das pessoas físicas de George Stvanovich, dono do circo, e de Luiz Carlos Oliveira de Araújo. A empresa foi condenada a doar R$ 250 mil a entidades de preservação e recuperação do meio ambiente, indicadas pelo Ministério Público. O juiz decretou ainda perda da guarda dos animais: um elefante africano e quatro indianos, um hipopótamo, um rinoceronte branco, uma zebra, dois camelos, dois chimpanzés, 10 pôneis, duas lhamas, além de outros que estiveram na mesma situação. O empresário George Stevanovich, apontado como representante dos interesses jurídicos da empresa, foi condenado a três anos, seis meses e 20 dias de detenção. E Luiz Carlos Oliveira de Araújo deve ser punido com detenção de um ano e um mês de detenção. Os réus poderão recorrer da sentença em liberdade.
Castração Para o juiz Esdras Neves ficou comprovado que, em consequência dos maus-tratos e mutilações, os chimpanzés tiveram extraídos os seus dentes, além de serem castrados. De acordo com os autos, os elefantes sofreram problemas de articulações e apresentaram desnutrição. As girafas não puderam manter-se eretas em diversas ocasiões, houve transporte inadequado de pôneis, a higiene precária era a regra nas instalações destinadas aos animais, além da insuficiência de água para consumo e higienização dos animais e de seus ambientes. A denúncia do Ministério Público se baseou nos laudos do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), da ONG GAP e em relatórios elaborados pelos técnicos do Jardim Zoológico de Brasília. Na mesma sentença, Esdras Neves autorizou a doação ao Departamento de Anatomia da Faculdade de Veterinária, da Universidade Federal de Goiás, das carcaças das girafas Tico e Kim, “mortas no transcorrer das condutas criminosas”. O Correio fez contato com o advogado Luiz Sabóia, representante do Le Cirque, mas ele não retornou a ligação.
O número R$ 250 mil Valor que a empresa responsável pelo Le Cirque terá que doar a entidades de preservação e recuperação do meio ambiente MEMÓRIA
Fonte: Correio Braziliense
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